Eurogrupo chega a acordo sobre pacote de resposta.

10-04-2020

Os ministros das Finanças europeus chegaram ontem a acordo sobre um pacote financeiro para fazer face à crise provocada pela pandemia da Covid-19. Mário Centeno disse terem sido aprovadas "propostas ousadas e ambiciosas que teriam sido impensáveis há algumas semanas", que traduzem em valores de mais de 500 mil milhões de euros. No entanto, o presidente do Eurogrupo disse ter pedido aos líderes europeus para decidirem "o financiamento mais apropriado", se através da emissão de dívida ou de "formas alternativas".Lusa

Ao fim de mais de 16 horas de reunião, os ministros das finanças do Eurogrupo chegaram a acordo para aprovar um pacote financeiro para aliviar as pressões económicas e sociais que a crise da Covid-19 está a provocar.

Numa conferência de imprensa conduzida por vídeo a partir de Lisboa, Mário Centeno, presidente do Eurogrupo disse que esta resposta - que "inclui propostas ousadas e ambiciosas que teriam sido impensáveis há algumas semanas" - se traduz em "três redes de segurança" pensadas, "uma para trabalhadores, outra para negócios e outra para países", que deverão estar operacionais "dentro de duas semanas".

O presidente do Eurogrupo centrou-se então naquilo que ficou já 'fechado' hoje, o pacote de apoios em três vertentes, confirmando as soluções que já eram anunciadas para trabalhadores e empresas - o programa "SURE" e empréstimos do Banco Europeu de Investimento, respetivamente - e revelando que o apoio aos Estados será mesmo no formato de linhas de crédito do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), o fundo de resgate permanente da zona euro, destinadas a cobrir custos "direta ou indiretamente" relacionados com a resposta a nível de cuidados de saúde, tratamento e prevenção da covid-19.

Quanto aos trabalhadores, Centeno recordou que neste momento estão a depender "somente das redes de segurança que existem em cada estado-membro", tomando estas "muitas formas" como "planos para apoiar trabalho de curta duração ou benefícios de emprego"

No entanto, como estas redes estão a "sofrer uma pressão sem precedentes para alguns países da União", os ministros das finanças acordaram em criar um "instrumento temporário europeu destinado a canalizar até 100 mil milhões de euros para os sistemas nacionais a sofrer as maiores pressões".

No que toca às empresas, Centeno falou num plano para "negócios a sofrer dificuldades, principalmente as PME (Pequenas e Médias Empresas)". O presidente do Eurogrupo recordou que as "regras de apoio estatal" já tinham sido "ajustadas" e que vários países responder para dar às empresas "a liquidez de que necessitam para ultrapassarem este período difícil".

No entanto, alguns países precisavam de ajudas de maior escala e, necessitando o mercado único de "de ficar equilibrado para todos", os líderes europeus pediram "para ver escalar as ações do Banco Europeu de Investimentos". Este criou "um escudo pan-europeu que visa garantir 200 mil milhões de euros de crédito com o foco nas pequenas e médias empresas".

Por fim, para ajudar os estados-membro, foi negociado um "um apoio para a crise pandémica com 2% do PIB de cada estado-membro", traduzindo-se isto em perto de 240 mil milhões de euros.


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